Crianças e doenças respiratórias: quais exames procurar e quando agir
Tosse que não passa, nariz escorrendo sem parar, febre que insiste em voltar… quem é pai ou mãe sabe: basta o clima mudar para as doenças respiratórias aparecerem. E, nos últimos meses, o número de crianças com sintomas respiratórios aumentou principalmente no Sul do país.
Mas quando é só um resfriado e quando a situação merece mais atenção? Quais exames ajudam a identificar o que está acontecendo? E quando é hora de agir? Leia o texto na íntegra!
Inverno e crianças
Durante o outono e o inverno, os casos de doenças respiratórias costumam aumentar. No Rio Grande do Sul, por exemplo, só em 2025 já foram registradas mais de 4 mil internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo mais de 1.300 em crianças menores de cinco anos. Em Santa Catarina, o cenário também é de alerta, com hospitais recebendo um número cada vez maior de crianças com febre alta, falta de ar e tosse persistente.
Esse aumento preocupa porque, em muitos casos, o que começa parecendo uma gripe comum pode evoluir para quadros mais graves, como bronquiolite, pneumonia ou crises de asma.
Quando acender o alerta?
Nem toda tosse é motivo de pânico. Mas existem alguns sinais que indicam que está na hora de procurar atendimento médico:
- Febre alta por mais de 3 dias
- Respiração rápida, com esforço ou chiado no peito
- Tosse que piora à noite ou que não melhora com o tempo
- Criança muito quieta, abatida ou sem apetite
- Lábios ou dedos com coloração arroxeada
Se você notou um ou mais desses sinais, o ideal é levar a criança ao pediatra o quanto antes. E, em muitos casos, ele pode pedir exames para entender melhor o que está acontecendo.
Quais exames podem ser feitos?
1. Exames laboratoriais
Esses são exames de sangue simples, que ajudam a identificar se a infecção é causada por vírus, bactéria ou até por alguma alergia.
- Hemograma completo: mostra como está o sistema de defesa do corpo.
- PCR (proteína C reativa): indica se há inflamação no organismo.
- Testes rápidos (Influenza, Covid-19 e RSV): úteis para identificar as causas mais comuns.
- IgE e testes alérgicos: em casos de suspeita de asma ou rinite.
2. Exames de imagem
Quando há suspeita de algo mais sério, o médico pode pedir exames de imagem:
- Raio-X de tórax: ajuda a ver se há sinais de pneumonia, bronquite ou acúmulo de secreção nos pulmões.
- Ultrassonografia pulmonar: em crianças menores, é uma boa alternativa para evitar exposição ao raio-X.
- Tomografia: usada apenas em casos mais graves ou quando os outros exames não foram conclusivos.
Esses exames são importantes para que o tratamento seja feito de forma certeira, com antibiótico, broncodilatador ou apenas repouso e hidratação, dependendo do caso.
A importância de agir cedo
Um simples exame pode evitar uma internação. A verdade é que, quando o diagnóstico vem rápido, o tratamento também vem e a criança melhora mais rápido.
Além disso, em estados como RS e SC, onde os hospitais estão sobrecarregados, agir cedo ajuda a evitar que a criança precise de UTI ou atendimento de emergência. Em junho de 2025, o governo federal destinou R$ 14 milhões para reforçar UTIs pediátricas no RS, tamanha foi a demanda. Ou seja: não espere a situação piorar.
Cuidar também é prevenir
Além de saber quando agir, é importante lembrar da prevenção:
- Mantenha as vacinas em dia (inclusive gripe e Covid-19)
- Evite ambientes fechados e com muitas pessoas
- Lave as mãos com frequência
- Cuide da alimentação e hidratação da criança
- Não subestime os sintomas
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As doenças respiratórias são parte da infância, mas isso não significa que devam ser ignoradas. Prestar atenção aos sinais e fazer os exames certos no tempo certo pode evitar complicações sérias.
Se seu filho está com sintomas que preocupam, fale com o pediatra e, se indicado, realize os exames. Respirar com alívio também é uma forma de cuidar de quem a gente ama.